quarta-feira, 22 de outubro de 2008

As dez áreas tecnológicas mais importantes para 2009, Gartner

Em recente palestra no Gartner Symposium ITxpo 2008 , os analistas Carl Claunch e Dave Cearley divulgaram os resultados de uma pesquisa do Gartner sobre as dez áreas tecnológicas mais estratégicas para os próximos três anos. Eles recomendam que os executivos de TI tenham estas áreas em mente na elaboração de suas estratégias e orçamentos de longo prazo.

De acordo com Claunch e Cearley, uma tecnologia estratégica é aquela com o pontencial para um impacto significativo na organização nos próximos três anos. Os fatores que denotam um impacto significativo incluem o alto potencial de disruptura para a TI ou para o negócio, com a necessidade de maiores investimentos ou o risco de ser tarde demais para embarcar na adoção.
As empresas devem ponderar estas tecnologias em seus processos de planejamento estratégico realizando perguntas chaves e tomando decisões deliberadas sobre elas nos próximos dois anos.
As três principais opções de decisão são:
  1. Algumas vezes a decisão será de não fazer nada a respeito de uma determinada tecnologia.
  2. Em outros casos, deverá ser necessário manter os investimentos.
  3. Por fim, também é possivel que a decisão para algumas tecnologias seja a de investir com maior agressividade e risco, adotando e empregando de forma inovadora a nova TI.


Dez tecnologias estratégicas para 2009
  1. Virtualization
  2. Cloud Computing
  3. Servers: Beyond Blades
  4. Web-Oriented Architectures
  5. Enterprise Mashups
  6. Specialized Systems
  7. Social Software and Social Networking
  8. Unified Communications
  9. Business Intelligence
  10. Green IT


Baguete Digital - Site da Semana

O Baguete Digital existe há mais de 10 anos e é como o pão do café da manhã. Notícias recém saídas do forno, direto para tela no micro. Uma excelente fonte de informação que abrange diversos setores tecnológicos, além da informação, é claro. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ITtoolbok - Site da Semana


http://www.ittoolbox.com/

O ITtoolbox é um portal que possui uma comunidade com mais de 1,3 milhões de profissionais de TI. Além disso, reúne recursos de informação e contatos em diversas áreas, como CRM, Gestão da Informação, Desenvolvimento e Integração, Back Office, Gestão de TI, Redes e Infraestrutura, entre outros. Dentro de cada área, é possível aprofundar ainda mais os temas. Dentro do CIO, por exemplo, encotraremos artigos, blogs, ferramentas e textos sobre ROI, Alinhamento, E-business, Gestão Financeira, e mais de 20 subtópicos.

Em resumo, é possível encontrar sempre alguma informação relevante sobre praticamente tudo o que se refere a TI.

domingo, 28 de setembro de 2008

Site da Semana - Uma mão para os CIO´s

Sobre o site da semana
Criamos o post Site da Semana com objetivo indicar, semanalmente, um site que seja relevante para os gestores e profissionais de TI. 
O site da semana estréia hoje com a indicação do Technology Evaluation Centers, Inc. (TEC)
Confira a seguir.


O TEC é um portal especializado na avaliação e seleção de softwares, sendo uma fonte de informação bastante útil para o processo decisório do CIO. 

Sistema de apoio a decisão do CIO
O portal possui uma ferramenta de apoio a decisão (DSS) que auxilia na definição de necessidades, comparação de alternativas, análise de soluções e apresentação de resultados.

A versão on-line é chamada de eBestMatch, e está disponível para a avaliação de diversos tipos de software, como: ERP, CRM, Segurança, Portfolio, BPM, Saúde, Financeiro, entre outros.



A versão para o desktop é o ERGO, um software de apoio a decisão (DSS) dedicado a avaliação de TI. 


Modelos de RFP (Request for Proposal)
No site também é possível encontrar diversos modelos de documentos que são úteis no processo de escolha e avaliação de novas tecnologias. Um Kit, incluindo modelos de RFP, contratos e planilhas de decisão, está disponível para download no site. Para baixar o Kit de Modelos, clique aqui.

Áreas de avaliação
O site oferece 24 áreas diferentes, onde é possível encontrar informações para a seleção de tecnologias. Confira abaixo cada uma destas áreas e clique sobre elas para saber mais.
Resumindo
O TEC - Technology Evaluation Centers, Inc.- é uma ferramenta útil a gestores de TI pelas informações e guias que disponibiliza. Boa parte do material é acessível de forma gratuita, bastando em alguns casos fazer um registro. Com certeza, você irá conseguir economizar algum tempo com estas informações e modelos prontos disponíveis.

Boa Semana!

domingo, 21 de setembro de 2008

Investimentos Globais em TI

As diversas fontes de informações disponíveis sobre os inventimentos mundias em Tecnologia da Informação são, em sua maioria, divergentes. Isto é particularmente crítico quando desejamos uma série histórica.

Frente a esta dificuldade, elaboramos uma compilação de dados de duas fontes principais: a OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development) e a Forrest Research. Consideramos os dados destas fontes por apresentarem dados compatíveis, maior detalhamento de suas metodologias e por serem mais conservadores, quando comparados a outras fontes.

Abaixo, disponibilizamos a série histórica em formato txt, para que possa ser utilizado de diferentes formas. 

Área,2000,2001,2002,2003,2004,2005,2006,2007,2008
IT Hardware,441,375,359,397,455,493,474,489,505
IT Software,178,188,195,227,262,289,304,327,350
IT Services,473,483,490,558,630,677,705,748,792
IT Total,1.092,1.045,1.044,1.181,1.348,1.459,1.482,1.565,1.647

Para citar estas informações use a referência abaixo:

SANTOS, A. M. Investimentos Globais em TI. Observatório da Gestão da Tecnologia da Informação. Disponível em http://observatoriodati.blogspot.com/2008/09/investimentos-globais-em-ti.html, acesso em 21 de setembro de 2008.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Como e porque o Chrome foi criado - video

Assista o vídeo disponibilizado pela Google sobre as motivações que levaram ao desenvolvimento do Chrome.

Com certeza este é o discurso institucional ao público externo. Vou discutir mais criticamente este tema nos próximos posts.



quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ebooks disponíveis na internet

Existem alguns sites interessantes que possuem vários livros digitalizados para download. Após pesquisar em vários, selecionei alguns que considero melhores:


terça-feira, 2 de setembro de 2008

Procure por ebooks

Digite o nome de um livro ou assunto de seu interesse e descubra o que existe disponível on-line.

Esta é uma pesquisa personalizada que eu criei utilizando as ferramentas do Google. Ela realiza uma busca em sites específicos que possuem diversos ebooks e outros materiais digitalizados.

Experimentando o Google Chrome

Google libera download para seu navegador Chrome

Já está disponível para download o novo navegador do Google - Chrome.

A instalação é simples e rápida e o browser mantém a mesma simplicidade que o Google ostenta em sua página de pesquisas.

Neste momento estou escrevendo este post com o próprio Chrome. Até o momento não observei nenhuma instabilidade ou bug. Mas são apenas alguns minutos de experiência. Com certeza devem aparecer problemas, o que é normal em novos aplicativos... Já estamos acostumados com patchs, atualizações de segurança, etc., etc., etc...

Para fazer o download use o link oficial: http://www.google.com/chrome

Boa experiência!

Google Chrome - além do browser

Mais algumas atualizações sobre o lançamento do Google Chrome, o navegador da Google.

Enquanto o novo navegador não está disponível para download (pelo menos até as 12:15 desta terça-feira), algumas informações sobre o que está por vir podem ser obtidas nos blogs oficiais do Google.

O endereço do blog brasileiro é http://googlebrasilblog.blogspot.com/. Nele é possível encontrar a declaração de Sundar Pichai, Vice-presidente de Gerenciamento de Produtos e Linus Upson, Diretor de Engenharia da Google.

Não existe nenhuma grande novidade que já não fosse esperada por aqueles que acompanham os movimentos da gigante. Claramente a Google deseja ser o elemento de ligação e relacionamento do usuário com o mundo virtual. Isto está bem claro neste trecho do blog:

...como seria um navegador se pudéssemos começar do zero e se aproveitássemos os melhores componentes e recursos dos navegadores que temos hoje. Considerando que a web evoluiu muito (das páginas bem simples, praticamente de texto, chegando às aplicações interativas que temos hoje) temos que repensar por completo o papel dos navegadores. De modo que, o que realmente precisávamos, não era um navegador, e sim uma plataforma para rodar aplicações e páginas web. Foi justamente isso que nos propusemos a construir.


Além do Blog, existe também uma história em quadrinhos que explica detalhes do projeto da plataforma, da qual o Chrome é apenas uma parte. Vale a pena conferir.

Vá para a página da história em quadrinhos sobre o Chrome (Google Browser)

ou se quiser

Faça o download do arquivo completo (pdf).





Lugar de aplicativo é na Web e não no Desktop...

A Google anunciou o lançamento do Google Chrome, um navegador web de código aberto.


Vários rumores cercam os passos da gigante Google. São esperadas algumas inovações da empresa, como um celular, com plataforma aberta e um navegador web. Pois bem, esta última agora é realidade, conforme anuncio da própria empresa[1].

Mas o que esperar deste lançamento? Apenas mais um concorrente do IE? Junto com o Mozilla Firefox, temos bons produtos para concorrer com o navegador da Microsoft.

Mas podemos esperar uma estratégia diferente com relação ao Google. Já faz algum tempo que a empresa vem consolidando o conceito de aplicativos via web, como a suite Google Docs, por exemplo. Cobrindo áreas como redes sociais, mensagens, correio eletrônico, gerenciamento de imagens (Picasa), entre outras aplicações, a Google tem avançado nas tarefas do desktop, além da simples pesquisa na web.

Talvez o navegador próprio seja a janela para uma nova experiência em aplicativos, dentro de uma lógica de Software as Service (SAS), free, totalmente externo ao desktop.

Ainda são os passos iniciais, mas são movimentos importantes que devem causar preocupação à Microsoft. Vamos acompanhar de perto estes movimentos...


[1] - Google Chrome update: First screenshot, and live-blog alert. Disponível em , acesso em 02/09/2008.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

SAP, o sistema operacional da sua organização?

Muitos não conheceram DOS, OS/2 Warp e outros sistemas operacionais para microcomputadores. Já nasceram na era Windows XP/Vista. A popularidade do sistema operacional da Microsoft cresceu exponencialmente em menos de uma década. Hoje é quase uma unanimidade, estando presente em 9 de cada 10 computadores. Fugir deste padrão é algo difícil, tanto para desenvolvedores quanto para usuários.

Situação semelhante também está acontecendo com os sistemas de gestão empresarial (ERP, do inglês, Enterprise Resource Planning). O ERP pode ser considerado o “sistema operacional da organização”, pois está na base dos processos e atividades da empresa. Os outros sistemas devem buscar a integração com a plataforma de ERP adotada, tal como acontece nos aplicativos desenvolvidos para Windows, Linux, ou outro sistema operacional.

Quando falamos de ERP, a SAP é sem dúvida a empresa líder no segmento de grandes empresas [1]. Segundo dados de uma recente pesquisa realizada pelo Gartner Group, a SAP lidera o mercado mundial nos segmentos de ERP (27,5%), CRM e SCM. Ou seja, barba, cabelo e bigode! O ERP pode ser considerado o principal sistema interno de uma empresa, enquanto que os sistemas de CRM (clientes) e SCM (fornecedores) suportam as principais relações com o ambiente externo. Por esse motivo, nessa postagem usarei a SAP como exemplo.

Os investimentos das organizações com sistemas ERP de grande porte geralmente ultrapassam dezenas ou centenas de milhões de dólares. Por isso são de longo prazo e de grande relevância para outras ações na gestão de TI. Em torno do ERP, vários outros sistemas precisam se “acoplar” e se integrar. A capacidade de um sistema em se comunicar adequadamente com o ERP passa a ser extremamente desejável, tornando-se uma condição necessária integrar o portfólio de aplicações.

Se isto é verdade para os sistemas internos da organização, também é uma realidade para os sistemas externos. Fornecedores e parceiros que efetuam transações com a organização principal também precisam se comunicar com o padrão do sistema SAP. Embora todos saibam que camadas de interface sejam facilmente desenhadas para acomodar diferentes aplicações, níveis mais complexos de integração são mais difíceis de serem obtidos desta forma. Integrações mais sofisticadas vão além da simples troca de dados entre aplicações, abrangendo regras de negócio interdependentes e arquiteturas de informações compartilhadas. Assim, quanto mais “SAPability” for a aplicação, maiores os benefícios que podem ser obtidos, tanto em termos de gestão de TI quanto de negócio.

A “SAPability é particularmente importante para empresas que estão sujeitas as influências de organizações mais fortes, dentro da cadeia produtiva. É normal que empresas com maior poder na cadeia imponham seus padrões para o restante dos parceiros. Desta forma, quanto mais preparada a empresa menor estiver para se integrar tecnologicamente, maiores são as chances de parceria, manutenção e expansão do relacionamento com organizações mais fortes.

A adoção de certas tecnologias em conformidade com organizações mais fortes ao longo da cadeia não é algo novo, a exemplo dos sistemas de EDI [2]. Por isso os gestores de TI devem antecipar os movimentos da cadeia e alinhar-se com as exigências do ambiente externo. Cada vez mais o desenvolvimento da TI terá que considerar a aderência aos requisitos externos, principalmente de empresas maiores e das quais a organização depende.

A respeito da integração inter-organizacional a SAP tem focado esforços no desenvolvimento de produtos para empresas menores e oferecido incentivos financeiros e suporte a desenvolvedores de software para a criação de novos aplicativos dentro da plataforma SAP [3].

Embora não seja o único fator determinante para a adoção de novas tecnologias, com certeza o poder de influência das grandes empresas é uma variável importante a ser considerada pelos CIOs.

André Santos.

Referências

[1] - Análise aponta SAP como líder mundial em CRM, ERP e SCM. Disponível em: http://www.sap.com/brazil/company/press/releases/press.epx?pressid=9966, acesso em 01/09/2008.

[2] - LU, X. H.;HUANG, L. H. ; HENG, M. S. H. Critical success factors of inter-organizational information systems- A case study of Cisco and Xiao Tong in China. Information & Management, v.43, n.3, Apr, p.395-408. 2006.

[3] – A SAP Amplia sua Presença no Brasil com Novo Centro Global de Serviços. Disponível em <http://www.sap.com/brazil/company/press/releases/press.epx?pressid=7108>, acesso em 01/09/2008.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

SAP com sotaque gaúcho


Na tarde de ontem, tive o prazer de assitir a palestra do Sr. Erwin Rezelman, SAP Senior Vice-president, realizada na Escola de Administração da UFRGS.

De fala simpática e bem-humorada, Rezelman contou um pouco sobre a trajetória da SAP e os impactos dos sistemas nas empresas. Também falou sobre a instalação do Centro de Tecnologia Mundial da SAP no Brasi, em São Leopoldo, RS.


Ao ser questionado sobre os motivos que levaram a escolha do Brasil, e mais especificamente o RS, como local para a instalação do centro, Rezelman apontou alguns pontos importantes:

1) A visão do Brasil como um pais em franco desenvolvimento e com relativa estabilidade economica, comparado aos demais vizinhos da América Latina.

2) O bom nível intelectual e a qualificação da mão-de-obra especializada também contribuiram para a escolha do país e da região. Rezelman destaca também o sentimento de motivação e paixao que os brasileiros expressam naquilo que fazem.

3) Por fim, a grande base de clientes na região e o custo competitivo de instalações e principalmente mão-de-obra, foram fatores determinantes na escolha.

O Centro irá desenvolver soluções para o segmento SME (Pequenas e Médias Empresas) para os mercados da América Latina, Estados Unidos e Europa. Uma vez que o mercado de grandes empresas já está relativamente esgotado, a busca por novos clientes no segmento SME é uma direção óbvia. A SAP "espera
ter metade de sua base de clientes no segmento de pequenas e médias empresas até 2010" (link).

Com o foco na integração entre clientes, fornecedores e parcerios de negócios, a SAP aposta na sua base consolidade de grandes clientes para fomentar a adoção no segmento SME. Com o foco em SOA e aplicações Web, parece que a estratégia é permitir a integração das grandes empresas com seus parceiros dentro de uma plataforma única. Isto possibilita uma maior redução dos custos de integração, maior velocidade nos ciclos produtivos, maior flexibilidade para mudanças e maior confiabilidade nas transações.

Será uma incursão interessante ao mercado de SME, principalmente nos setores onde a cadeia de integração é bastente forte.




quarta-feira, 2 de julho de 2008

O Comércio na Web imita a vida

A Web oferece a possibilidade de ofertar um número substancialmente maior de produtos e serviços do que seria possível no mundo físico. Esta característica deu origem a teoria da "cauda longa" (long tail) aplicada ao comércio na web, de autoria de Chris Anderson. Ele defende a exploração de nichos de mercado que seriam inviáveis no mundo físico por causa da restrita demanda geográfica e pelo alto custo de estoque.

Entretanto, um recente estudo (acesse em tinyurl.com/3rg5gp) da pesquisadora de Harvard, Anita Elberse, demonstrou que a procura na internet também é marcada por padrões de hits e nichos comuns. Em um estudo com sites de aluguel de vídeos e venda de músicas, a pesquisadora descovriu que os comportamentos on-line eram basicamentes os mesmos do mundo físico. Além disso, o comércio na web pareceia reforçar os hits e tendências, no lugar de democratizar as opções de escolha.

Este é apenas um estudo inicial, mas revela que nem sempre a revolução digital é tão diferente quanto alardada.

Esta notícia apareceu no blog de Lee Gomes, da Wall Stree Journal. Consulte a fonte aqui.