domingo, 5 de abril de 2009

Puxar ou Empurrar a TI?

Desde os primeiros desenvolvimentos da TI, os CIO´s estão preocupados em alinhar as estratégias de TI às estratégias organizacionais. Mas a alta complexidade e o futuro cada vez mais imprevisível do ambiente de negócios tem tornado esta tarefa extremamente difícil de ser realizada. Uma vez que os negócios estão se movendo de estratégias tradicionais de “empurrar” para estratégias mais flexíveis e rápidas de “puxar”, a infra-estrutura de TI também precisa estar pronta para atender estas demandas. As práticas tradicionais de gestão de TI estão baseadas em servidores, bancos de dados, sistemas de armazenamento e redes que não são tão flexíveis e expansíveis como as atuais demandas de negócios. Por isso a computação em nuvem está atraindo a atenção de CIO´s do mundo inteiro, não somente pela capacidade de cortar custos, mas principalmente pela capacidade de expansão rápida, ou seja, de ser “puxada”.

Uma discussão interessante desta mudança pode ser lida em John Hagel III, John Seely Brown, and Lang Davison post “Managing Resources in an Uncertain World” at Harvard Business Blog – The Big Shit (http://feeds.harvardbusiness.org/~r/harvardbusiness/bigshift/~3/F5Htc4m2Xpw/the-potential-of-pull.html)

quinta-feira, 19 de março de 2009

O que os CIO´s podem esperar dos Diretores em 2009? (parte I de II)

As recentes mudanças no cenário macro-econômico mundial também afetaram profundamente o ambiente de TI. Para enfrentar a turbulência, as organizações devem ajustar rumos, cortar custos e rever investimentos. Isto também se reflete no cenário de TI, onde os CIO´s (executivos da área de informação) devem se alinhar as mudanças e planos dos executivos da corporação (CEO´s).

Uma recente pesquisa do Gartner Group [1], identificou sete grandes questões que deverão ser prioridades nas agendas dos CEO´s e seguidas de perto pelos CIO´s.

Primeira - Reestruturação

A crise global gerou a necessidade de reestruturação interna e externa das organizações. Também tem gerado uma onda de fusões e aquisições, onde as organizações buscam a sinergia para enfrentar a crise. Isto significa que os planos e projetos de TI também devem ser revisados, enfocando principalmente a possibilidade de integração entre organizações que venham a se fundir.

Segunda - Reação Rápida

Em momentos de perigo, um organismo vivo redireciona todos os seus recursos e energia para os órgãos vitais, deixando um estado de alerta para uma resposta rápida. Da mesma forma os CEO´s devem focar os esforços para as operações centrais da empresa e para agirem com rapidez na crise. Sistemas de informações que estão diretamente ligados as atividades principais da empresa, sua força produtiva, humana e financeira, deverão receber atenção redobrada para a disponibilidade eficiênte de informações.

Terceira - Perda de confiança

A crise do setor imobiliário,  bancos, seguida pelas montadoras e se espalhando pelos demais setores gerou um clima de desconfiança. Acionistas e atores com interesse nos negócios exigem mais transparência e detalhamento de infomrações sobre a saúde financeira das organizações. Para atender estas exigências, os sistemas de inteligência dos negócios (Business Intelligence),  ferramentas analíticas e de relatórios e bases de dados confiáveis serão bastante requisitadas.

As outras quatro questões serão exploradas no próximo post, mas já adiantando:

Quarta - Instabilidade internacional

Quinta - Novas regulamentações

Sexta - Governos como mercados emergentes

Sétima - Verde ainda não está maduro

Go Mobile


Os dados da consultoria Gartner [1, 2] sobre o ano de 2008 não deixam dúvidas. A ordem é mobilidade e convergência. Enquanto as vendas de PC´s, desktops cairam e mantém previsão de queda, as de telefones móveis, netbooks e outros dispositivos compactos tiveram acentuado aumento.

A convergência e mobilidade não são assuntos novos e desde o newton da Apple, o mercado vem testando tecnologias da informação portáteis. Mas foi o avanço do processamento, armazenamento e, principalmente, das redes de comunicação que estão permitindo a realização desta tão esperada tecnologia.

Ainda é cedo para prever com precisão o impacto disto para as organizações mas algumas apostas já podem ser feitas.

Para os CIO´s, mais tecnologia móvel significa mais acessos externos aos sistemas e consequentemente maiores investimentos em acesso, segurança e proteção dos dados. Por outro lado, a mobilidade desloca o executivo para fora da organização, otimizando o seu tempo em negociações e ações de relacionamento com o ambiente externo. Aliás, a definição de ambiente interno e externo está cada vez ficando mais difusa, a medida que ambos estão cada vez mais entrelaçados e conectados.

A disputa entre plataformas para este novo segmento e o surgimento de novas arquiteturas, como a computação em nuvem, com certeza irão exigir das organizações muita atenção se desejarem obter vantagem competitiva na web 2.0.

[1] http://www.gartner.com/it/page.jsp?id=904412
[2] http://www.gartner.com/it/page.jsp?id=904729

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Recompensa de U$ 250.000,00

Novo vírus causa problemas às organizações
por André Santos


O problema do vírus


Segundo informações da InformationWeek americada (notícia original), a Microsoft está oferencendo uma recompensa de U$ 250.000,00 para quem fornecer informações que levem a captura dos responsáveis pelo vírus
Conficker/Downandup.

Este vírus é um tipo de worm infecta os computadores e se espalha pelas redes, congestionando o tráfego e sobrecarregando servidores, o que leva a paralização dos sistemas. Somente em janeiro, mais de 9 milhões de computadores já haviam sido infectados. Mas a situação piorou e nos últimos cinco dias, a Symantec (uma empresa de segurança) informou que ocorreram mais de dois milhões de contaminações diárias.

Tudo isto levou a Microsoft a unir-se a grandes empresas de tecnologia e internet e organizações acadêmicas para formar um grupo de resposta ao problema.

Análise: o problema da segurança

Os vírus sempre representaram uma ameaça potencial a perda de dados e paralização de sistemas. Hoje, o principal alvo de ataque é o tráfego e a disponibilidade de serviços pela rede. Atualmente as empresas operam totalmente dependente de conexões de redes internas e externas, principalmente com as aplicações de software como serviços (SAS). Nestes casos, servidores, aplicativos e dados ficam fisicamente em locais distantes e precisam das conexões de rede para serem acessados.

Gilberto Luy, CIO de uma universidade, destaca que a Telefonia e Video sobre IP são tendências bastante comuns nas organizações atuais e também são afetados por problemas na rede.

Concluindo, de forma indireta, o vírus causa uma paralisia em toda a organização ao atacar seu principal sistema nervoso: a rede. E esta ameça não é mais apenas interna, pois se fornecedores de serviços ou vias externas de tráfego sofrem com o ataque, as organizações, setores e cadeias produtivas sucumbem conjuntamente.


Fonte:
I
nformationWeek. Microsoft Offers $250,000 Bounty For Worm Authors http://www.informationweek.com/news/security/attacks/showArticle.jhtml?articleID=213901178